Umbanda, um estudo sobre a legitimação umbandista na Era Vargas (1930-1945): entre os ideais dos intelectuais umbandistas e a repressão policial

O objetivo da presente dissertação é analisar as teses e os posicionamentos dos intelectuais e lideranças umbandistas na Era Vargas, demonstrando as suas tentativas de buscar o reconhecimento social, o respeito religioso e a legitimação da religião. A legislação então existente, ao mesmo tempo que r...

Fuld beskrivelse

Saved in:
Bibliografiske detaljer
Hovedforfatter: Tharcicio Motta Vieira, Paulo (author)
Format: masterThesis
Sprog:por
Udgivet: 2023
Fag:
Online adgang:http://hdl.handle.net/10469/19487
Tags: Tilføj Tag
Ingen Tags, Vær først til at tagge denne postø!
Beskrivelse
Summary:O objetivo da presente dissertação é analisar as teses e os posicionamentos dos intelectuais e lideranças umbandistas na Era Vargas, demonstrando as suas tentativas de buscar o reconhecimento social, o respeito religioso e a legitimação da religião. A legislação então existente, ao mesmo tempo que reconhecia a plena liberdade religiosa, discriminava as religiões de matriz africana porque diferiam do padrão socialmente aceitável, notadamente aquelas consideradas fetichistas e atrasadas. Coube aos intelectuais umbandistas buscarem a diferenciação das manifestações religiosas não aceitas pelo estado. Nesse sentido, os autores da Umbanda desenvolveram publicações doutrinárias onde buscavam, ao mesmo tempo, reconhecer o papel da magia na religião e justificá-la na legislação, ressignificando as suas práticas religiosas. Nessa pesquisa, propõe-se esclarecer se essa ressignificação se configurou no afastamento da origem de matriz africana, de fato, ou se foi a estratégia utilizada para se adequar a nova institucionalidade a partir do Governo Vargas. O saber popular cunhou o ditado que diz “política e religião não se discutem”. Entretanto, o discurso religioso conquista cada vez mais espaço na cena política, e assim, discutir essa relação entre o Estado e a Religião e o ideal do Estado Laico e da plena liberdade de crença e de culto, tornou-se não apenas relevante, mas, imprescindível.