A reconfiguração do Estado como demanda da racionalidade neoliberal e a lógica do empreendedorismo de si

A pesquisa, delineada sob uma metodologia explorativo-bibliográfica, teve por intento encontrar subsídios para discussão e esclarecimento a respeito do objeto investigado: a reconfiguração do Estado como demanda da racionalidade neoliberal em sua produção da subjetividade do empreendedorismo de si....

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Detalhes bibliográficos
Autor principal: França, Victor (author)
Formato: masterThesis
Idioma:por
Publicado em: 2023
Assuntos:
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10469/19255
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Descrição
Resumo:A pesquisa, delineada sob uma metodologia explorativo-bibliográfica, teve por intento encontrar subsídios para discussão e esclarecimento a respeito do objeto investigado: a reconfiguração do Estado como demanda da racionalidade neoliberal em sua produção da subjetividade do empreendedorismo de si. Na atual fase do capitalismo, assiste-se a uma nova conjuntura moral que se assenta sobre o individualismo e a defesa de que o trabalhador não deve ser dependente do protecionismo e das benesses do Estado de outrora. Por sua vez, esse fenômeno é oriundo de uma nova racionalidade presente em escala global denominada de racionalidade neoliberal. Segundo essa nova razão, o trabalhador deve pautar o seu agir a partir dos moldes empresariais, isto é, sua práxis deve ser orientada segundo uma lógica concorrencial. De forma que, partindo desse pressuposto, o Estado ganha novas feições a partir do momento em que a regulação do trabalho não é mais um atributo dessa instituição; fazendo com que surja a precarização do trabalho e o trabalhador se identifique como um empreendedor de si. A metodologia empregada nesta pesquisa valeu-se do cunho bibliográfico-teórico, a partir das obras dos autores expressivos para a pesquisa bem como de outros autores que têm influência nas produções bibliográficas sobre o assunto em voga. A pesquisa consiste em três capítulos: no primeiro, apresenta-se as configurações do Estado em seu desenrolar histórico com um acento maior no Estado defendido pelo neoliberalismo; no segundo, elucida-se a compreensão do neoliberalismo como um fenômeno que se apresenta como uma racionalidade, mais que um projeto econômico, que cria novas formas de pensar e modos de conduta na sociedade; e, por fim, no terceiro capítulo relaciona-se a nova configuração do Estado e do indivíduo em um contexto de crise institucional o que faz produzir, pela racionalidade neoliberal, o fenômeno da precarização do trabalho. A pesquisa possui uma expressiva relevância uma vez que as novas relações de trabalho vem sendo objeto de estudo em várias áreas das Ciências Humanas a partir de vertentes filosóficas, sociológicas, políticas e jurídicas.