Bancárias em home office e os desafios da regulação do trabalho na era digital.
Esta dissertação trata dos desafios da regulação do teletrabalho no Brasil, considerando a intersecção entre os impactos da reforma trabalhista, o papel do Estado e a divisão social e sexual do trabalho com foco nas trabalhadoras da categoria bancária que executam as suas atividades laborais na moda...
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| Format: | masterThesis |
| Langue: | por |
| Publié: |
2023
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| Sujets: | |
| Accès en ligne: | http://hdl.handle.net/10469/19059 |
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| Résumé: | Esta dissertação trata dos desafios da regulação do teletrabalho no Brasil, considerando a intersecção entre os impactos da reforma trabalhista, o papel do Estado e a divisão social e sexual do trabalho com foco nas trabalhadoras da categoria bancária que executam as suas atividades laborais na modalidade home office. O estudo sobre as trabalhadoras bancárias permite ampliar o olhar sobre as configurações recentes no mercado de trabalho a partir das novas tecnologias e os impactos sociais relacionados à intensificação do trabalho à distância durante a pandemia do Sars-Cov-2. Para tanto, correlaciona as variáveis emprego, saúde e condições de trabalho, buscando desvendar os aspectos relacionados aos direitos trabalhistas e ampliar o entendimento acerca das formas flexíveis de trabalho, tendo a desregulamentação dos direitos sociais pelo Estado e a flexibilização das condições de trabalho como processos que resultam das mudanças do mundo do trabalho, dentre os quais atingem intensamente segmentos mais vulneráveis da população, incluindo as mulheres. O teletrabalho se tornou um fenômeno passível de investigação empírica no período mais recente devido a sua rápida disseminação nas relações de trabalho em função da necessidade de isolamento social imposta pela pandemia do coronavírus, estimulando empresas a investirem cada vez mais em tecnologias comunicacionais e no chamado “marketing positivo” para persuadir os(as) trabalhadores(as) acerca dos benefícios do home office. A pesquisa que concebemos problematiza a disputa ideológica no cenário do neoliberalismo em relação à nova dinâmica estabelecida no mercado de trabalho, trazendo para a discussão processos como a precariedade nas relações de trabalho à luz digitalização, e a retirada de direitos defendida e legitimada pelas políticas de ajuste fiscal do Estado, que corroboraram as desigualdades de gênero. O argumento central é o de que após a pandemia observou-se um agravamento da exploração sobre a força de trabalho feminina, em específico, das bancárias, considerando o caráter imaterial e invisível do trabalho exercido aos olhos da sociedade. Somado a isso, buscamos discutir como o movimento sindical bancário tem enfrentado os desafios da organização em busca de defesa da proteção dos direitos trabalhistas, e como tem empregado esforços de regulação do teletrabalho visando condições equânimes de trabalho entre homens e mulheres e a ampliação da proteção social para elas. |
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